Todos nós temos dores, todos nós sofremos, em cada um de nós faltam pedaços, todos deixamos alguém. Às vezes, em meio à lágrimas, em covas frias e solitárias, vamos nos despedir de corpos gélidos e sem vida. Nos vemos diante da nossa impotência, nossa incapacidade de mudar aquela situação e a dor da perda tomando, cada vez mais, conta de nós...

Como ser a mesma pessoa depois de tamanha perda? Como caminhar sem sentir a pessoa querida ao nosso lado? Como trazer à mente as boas lembranças se sabemos que o outro não estará conosco para rir? Como continuar sem aqueles que amamos?
O mais difícil não é o momento em si, mas o depois. Qual a linha entre os que desistiram de caminhar após a perda e os que se levantaram? Eu diria a confiança. O deixar-se ser consolado pelo amor Divino, derramar todas as suas lágrimas no oceano de misericórdia de Nossa Senhor. É saber que Ele cuida de nós e no fim, mesmo que seu mundo pareça desmoronar e você não vê nenhum lugar para se segurar, tudo ficará bem!
Você pode estar se perguntando: mas e a saudade? Essa, infelizmente, não passa, porém se tem algo que aprendi em anos de missões e perdas é que só temos saudades de quem amamos, do que foi bom.
Quando o coração apertar e a saudade bater, tente se alegrar e lembrar que essa dor é própria do amor. Lembre-se do quanto amava quem partiu e corra à Maria, nos pés da Cruz. Vá e diga a ela o motivo das suas lágrimas, pois se tem alguém que entende a perda, é Ela. Confia nesta Mãe consoladora e ela há de te consolar. Aos poucos você ganha forças para não desistir e voltar a amar; para ver os raios de sol aparecendo após a tempestade mesmo que ela não pareça cessar. Todos nós iremos sofrer, mas a confiança de que Deus está conosco e tem o controle de tudo pode ser o seu ponto de conforto em meio à dor.
(Rayssa Danyella para 48janeiros)

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