A verdade é que a carreira de um cristão não promete ser fácil - a Bíblia já nos explica isso muito bem. Nossos desafios vão desde o convívio com os amigos, passando pelo convívio com os colegas de trabalho, tornando-se latentes dentro de casa e reverberando constantemente em nosso contato espiritual com Deus. Orar não é fácil, pelo menos não quando você precisa entender que a oração, para o SEU bem, deve fazer parte do seu dia a dia; curiosamente, há tanta coisa para fazer, há tanto para criticar, tantos motivos para reclamar, tantas coisas para nos dispersar e para  nos afastar dos braços do Pai, que nós simplesmente... não oramos. Não vamos à igreja, pois não é prioridade. Não procuramos estreitar nosso vínculo com o Espírito Santo, não evangelizamos com nossas palavras, muito menos com nossos atos. Vejam o meu exemplo: sinto o Amor do Pai me impulsionando a escrever neste blog quase todos os dias, mas há tempos eu não escrevo, porque sempre há algo na frente, numa escala de urgência. Eu pergunto, então, para mim e para vocês:
quando Jesus será a nossa urgência?

Tem muita coisa errada acontecendo. Valores subvertidos, ou totalmente esquecidos. Desrespeito, desamor, falta de empatia. A mídia, do lado de cá, nos estimulando a assumirmos ideias e propostas libertárias demais, que vão de encontro à essência da nossa fé; a política, do lado de lá, provocando em nós sentimentos que vão do ódio ao desprezo, tão, tão, TÃO nocivos ao nosso coração. Amigos que, muitas vezes sem percebermos, são as piores influências que poderíamos ter; às vezes, dentro da nossa própria casa nós temos os piores exemplos. Como resistir, quando tudo parece entrar em colapso? Como aguentar essas marés de provações, que, por causa da nossa fraqueza e do nosso egocentrismo, nos colocam para baixo, quando, na verdade, deveriam servir para nos preparar para mais e mais batalhas, que certamente virão?
Vou confessar uma coisa: há duas instâncias da minha vida em que eu mais sinto a necessidade da presença de Deus na minha vida. A primeira: quando eu estou extremamente feliz, e me sinto grata pelas maravilhas que Ele me proporciona, que Ele conquista para mim e por mim. A segunda: quando tudo parece estar realmente ruim, e eu percebo que, sozinha, sempre serei insuficiente. Coitada de mim se eu dependesse de mim mesma. Sabe? Coitados de todos nós, se dependêssemos apenas dos nossos esforços, ao invés de dependermos das graças de Deus. Eu realmente acho importante pensarmos nisso: nós, sozinhos, não somos suficientes para nós mesmos. Toda busca por ares melhores, por alegrias maiores, por orgulhos mais marcantes, advêm da necessidade infinita da nossa alma de encontrar-se com o Único capaz de nos conceder o infinito.

Em tempos como os nossos, precisamos elevar nossos olhos, nosso coração e todos os nossos esforços para os braços que vêm do Céu. Somos chamados a servir em uma batalha espiritual de crenças, de valores, e não seremos bons soldados se não soubermos usar as armas certas. Quem nos dá essas armas? Ele, que nos assume como instrumentos e que, por meio de nós, faz as Suas maravilhas que maravilham o mundo. Ele, que, sabendo da nossa necessidade primordial de estar ao Seu lado, nos busca e nos salva de nós mesmos. Ele, que jamais tira os olhos da nossa vida, mesmo nos muitos momentos em que fechamos o nosso coração para as Suas intervenções.
Apesar de mim, Deus me escolheu. 
Apesar de nós, Deus nos escolheu.

Dizer isso significa dizer que, mesmo nos momentos mais difíceis, nós temos uma casa para a qual voltar. Uma casa cheia de luxos e mimos, não materiais, mas espirituais. Uma casa em que sempre teremos o regaço acolhedor de uma Mãe que é puro amor, e a eterna mão protetora de um Pai, um lindo Pai, que, tendo criado todas as coisas do mundo, sabe qual é o nosso lugar. 
A nossa terra natal.

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