''Ah, mas eu e o outro entramos em um acordo, então não é objetificação. A gente só quer fazer sexo sem compromisso'' Foi essa a fala de um jovem que eu li em um desses posts do Facebook. O sexo não devia ser tabu, mas o distorceram tanto que ele acabou se tornando. A essência do sexo sumiu e as pessoas naturalizam tanto o fazê-lo despretensiosamente que ele se resumiu a isso: prazer. Não venho dizer aqui num tom moralista que o prazer que o sexo causa é algo errado e pecaminoso, ou que o prazer é pecaminoso, mas quando a principal causa de viver o sexo é o prazer e que este seja seu único fim torna-se no mínimo preocupante. Ora, numa sociedade em que o hedonismo tem se propagado como se propaga um refrigerante, acabamos nos acostumando em achar que se nos faz bem não é errado. Eu preciso assumir que tenho medo desse tipo de pensamento. Essa lógica de que se não me fere e não fere o outro também já surgiu em tantas outras vertentes e vimos as catástrofes que estas causaram.
Vamos seguir um pouco a lógica pregada: Eu conheço um homem e tanto eu, como ele, não queremos assumir relações sérias, comprometidas, mas em nós existe uma atração física então entramos em um consenso e decidimos ter relações sexuais sem haver a necessidade de algo a mais.
Seguir esta lógica é como seguir uma lógica das minhas compulsões por compras: Vi um vestido no shopping, gostei, sei que não preciso, mas aquilo não vai afetar ninguém, ''é só uma vez'' então pronto. Se eu olho para aquela pessoa apenas visando meu prazer, é sim, e não me refreio em dizer, um egoísmo e uma objetificação do outro. Segue o mesmo do simples exemplo do homem que ao estar jantando com sua namorada vai comendo toda a pizza e esquece dela. Ele até pode dizer: "Perdão, amor, por ter sido um egoísta", mas ainda assim pensou somente em si.
Você pode falar palavras gentis e bonitas, dizendo com afeto que "não tem problema fazermos sexo e depois não termos nenhuma ligação", mas ainda assim você só terá pensado no seu prazer. "Ah, mas eu também dei prazer ao outro'", mas será que o que outro precisa é somente prazer?
É pensar de forma limitada que só podemos dar ao outro prazer sexual. ''Então devemos dar tristeza também'', óbvio que não! Mais do que o hipócrita discurso de ser um ''contrato social'' precisamos estabelecer relações! Digo aqui para cristãos: muita das causas das desordens afetivas, dos abortos, das famílias desestabilizadas surge do hedonismo distribuído como propaganda política em nossa sociedade. Não me deterei nesses tópicos, mas precisamos compreender, como cristãos que a vida não é baseada num festival de rosas caindo em nossas cabeças enquanto estamos deitados numa cadeira de massagem em uma sala climatizada. Outros posts do blog já abordaram isso, mas o cristianismo não é uma rosinha, um travesseiro ou um spa. Somos feitos de cruz.
Aqui venho dizer que viver a castidade é cruz também. Seria muita mentira minha dizer que é um mar de rosas viver a castidade, que não sinto atração por outra pessoa etc. Mas não sou um animal irracional! O que me difere dos outros animais, pela graça de Deus, é a racionalidade que não me deixa mover somente pelas minhas emoções, pelos meus instintos. Imaginem se Jesus tivesse deixado-se mover somente pelos sentimentos? ''Hoje eu sinto que não vou pregar, porque meu coração não tá batendo mais rápido'' ou Maria Santíssima: ''Não vou aceitar a proposta do anjo porque não me arrepiei''. Amados, o Senhor nos deu também a racionalidade!
Por fim digo a todos os homens, principalmente aos cristãos: o fim do sexo não é prazer. Seu namoro também não, então não tratem as mulheres como meio de chegarem a estes. E mulheres: Não aceitem a pregação do hedonismo, os contratos da falta de compromisso. Sei que já cansamos de ouvir isto, mas não podemos esquecer o viver.
Que a Santíssima Virgem e seu casto Esposo, São José, nos auxiliem na vivência da pureza e da castidade. E que o Espírito Santo nos fortaleça para sermos fortes contra nossas próprias fraquezas.

2 Comentários

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  2. Sobre castidade, devorei hoje "Descobrindo a Castidade" do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz. Uma preciosidade que deveria ser divulgada entre jovens e adultos, casados e solteiros.
    De forma clara, sem "mimimi", fala da castidade, namoro, procriação... Fácil de ler no sentido literário, mas coloca o dedo bem na ferida (como a gente precisa).
    Foi a minha companhia de viagem no caminho de regresso de Fátima para casa.
    Rezei por vocês ;)

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