Esses dias, nos bastidores do 48janeiros, partilhávamos da pressão vivenciada nos estudos. A gente acha que quando o Ensino Médio acabar os problemas vão diminuir, eu vou estudar o que eu quero na faculdade, vou ter o emprego dos meus sonhos... e aí a vida apronta pra gente dizendo: ''Não é bem assim''.

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Eu costumava ser uma boa aluna durante meu tempo na escola. Me matava de estudar, no último ano então, eu cheguei a um ápice de cobrança tão grande que acabei adquirindo até doença por conta de cansaço. Hoje, já na faculdade, eu ainda estudo, mas me questionava a razão de hoje em dia meus estudos já não serem minha prioridade de vida. Não joguei tudo pro ar, nem deixei de me dedicar, mas compreendi que isso não pode ser o resumo da minha vida. E eu não tô sozinha nessa.
Vejo uma geração desesperada que aos 18 anos deva saber de tudo, passar em primeiro em todos os concursos, ganhar um salário de milionário e por aí vai. A gente começou a pensar que a vida é como aqueles filminhos americanos onde com no máximo 20 anos já se é O Vencedor, e quando percebemos que não estamos alcançando todas essas ''conquistas'' nos decepcionamos com nós mesmos, acreditamos ser um 0 à esquerda. Vamos deixando que tudo seja nosso senhor: a carreira, os estudos, a ''perfeita vida''. ''Tudo'' é nosso senhor menos Aquele que realmente deve ser o Senhor das nossas vidas.
Para mim foi, e ainda é, muito difícil aceitar que Deus me curou de todos os falsos senhorios e hoje é o Centro da minha vida. Hoje, sendo Sua escrava por amor, sinto a verdadeira liberdade. Me acostumar com o novo de Deus não é fácil, mas eu aceitei a proposta dEle não pela facilidade, não por ser bonita, mas por me revelar quem eu sou e para onde devo ir.
É mais fácil ter outras coisas como ''senhores'' porque achamos que estamos ganhando ou pela maior aceitação, mas não deixar o verdadeiro Dono de mim me reger e cuidar é a real perda. Querer a aceitação dos homens, como diria São Paulo, é dar as costas para a alegria de ser servo amado e eleito de Cristo (Gl 1,10). Perder, não ser o vencedor, o melhor, o mais sábio, o mais inteligente e querido é linguagem da cruz, é nossa força divina. É reconhecer-se no Cristo Transfigurado. É poder dizer: ''Bendito sejas Tu, Jesus, por me fazer pequenino, pois assim me reconheço em Ti na cruz''.
''Como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são. Assim, nenhuma criatura se vangloriará diante de Deus.''  I Cor 1,28-29
Eu sei que perder dói, e não digo para você desistir, mas que seja você a consumir os seus planos e não os seus planos a te consumir. Talvez você não foi o primeirão em Medicina, Direito ou algo assim. Talvez você ainda não tenha conseguido o emprego dos sonhos, ou talvez tenha um que nem pra pagar as contas dá. Talvez você hoje se desespere, chore e diga que não sabe mais o que fazer e que tá perdendo tempo, mas confia. Deus basta.
Que não nos entristeçamos como o jovem rico por perder ''muito''. Não ter muito, mas no pouco ter Deus.
Deixo como um abraço, um presente, uma oração, o novo clipe do Bruno Camurati. De algum modo ele leu meus rhemas ou, com maior probabilidade, Deus sopra nesse cara. 
"Eu tô com mais problemas que ontem, mas tenho Deus!"

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