Quando você é cristão e está passando por algum problema, de qualquer tipo, a primeira coisa que os sabichões do ceticismo perguntam é: “e a tua fé, te serve de que, nesses momentos?”. Quando você é cristão e a sua aparência revela o seu cansaço, os mesmos sabichões continuam perguntando: “pede pro teu deus te conceder esperança, não é isso o que vocês vivem pedindo? Quantas vezes “ele” te respondeu? Ainda acha que vale a pena?”. Quando você é cristão e sua vida não corre em mil maravilhas, as pessoas perguntam até onde vai o poder desse Deus, que permite o sofrimento de tantos filhos.

Como se Deus fosse um shopping, onde você vai e satisfaz todos os seus prazeres, adquire tudo o que deseja, alimenta todas as suas ambições humanas. Como se Deus fosse um detox de restauração imediata, que te livra de todas as partes ruins da vida. Como se ser cristão fosse uma escolha a ser feita quando você cansou de enfrentar problemas, quando, na verdade, é a escolha que se faz quando você decide enfrentá-los e vencê-los, verdadeiramente.

Veja bem: é ótimo buscar conhecimentos, é ótimo fundamentar a sua fé, é ótimo crer racionalmente — diferente do que muitos pensam e defendem, precisamos da nossa razão para crermos. No entanto, é preciso ter cuidado: a necessidade do saber nasce de várias formas, e uma delas é o teste; uma pessoa eleva ao extremo as suas dúvidas, de maneira a colocar toda a sua fé, toda a sua doutrina, à prova de fogo de uma fraca experiência humana: “Se Deus não me tirar dessa, Ele talvez não se importante tanto comigo, talvez Ele nem seja real”. Eis um fato: quem espera as recompensas desse mundo, já escolheu a quem servir — e o escolhido não vem do Céu.

Não se venda a intrigas. Estude, leia, busque caminhos para defender a sua fé, e não para combatê-la; a Igreja é tridimensionalmente atacada há anos, e ela não precisa de uma rebelião interna, iniciada por filhos seus que desejam saber mais do que o próprio Pai; Lúcifer também já foi servo de Deus, amados, e de maneira alguma isso o impediu de sucumbir aos maus sentimentos, nem às más intenções; não se esqueçam disso.

O mundo cobrará de nós um Deus presenteador. O mundo nos cobrará um Deus que nos inspira sorte e sucesso, ao invés de fé e perseverança. Se não tivermos atenção, começaremos a cobrar do Divino aquilo que não passa de inspiração mundana.

Todos os dias, serpentes nos oferecem maçãs suculentas, ao custo de uma simples desobediência, e o poder de aceitá-las pesa em nossas mãos. Todos os dias, também, nos é relembrado o sacrifício de Jesus por nós, o Banquete do Pai, e o poder de aceitar vivê-Lo está em nossos corações.

Como você tem matado a sua fome?




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