O mar é relativo. Um bom surfista determina se o mar pode lhe causar um trauma por um afogamento e paralisá-lo, impedindo eternamente de surfar, ou decidir passar por cima não só daquela onda, mas superar o problema em si. Precisamos nos desafiar!
Outro dia entrei em uma dessas correntes de Facebook, em que consistia de alguém comentar no meu status sobre algo que marcou nosso ano juntos, uma memória nossa, enfim. Os comentários foram surpreendentes, em ambos sentidos, por me fazerem ver quanta coisa boa Deus reservou pra mim e até as que mais me fizeram refletir, repensar, por serem difíceis de ser resolvidas, amadureceram algum lado meu.
Nossa vida é cheia de ondas. Lutamos para subir até a mais alta, e quando chegamos lá queremos permanecer no topo. E quando caímos, e às vezes até somos arrastados pela mesma onda que nos fez subir, não sabemos como proceder.
Eu sei que muitas vezes te prometem uma vida de vitórias e conquistas. De que perder é sempre ruim e é preferível vencer, por doer menos. Mas uma vida verdadeira (estou falando de verdade, e não de uma vida falsa e medíocre) que é uma vida com Cristo nos faz perceber que perder é ganhar. O Los Hermanos reafirma aquilo que Jesus já nos dizia:
''Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida. Olha lá, quem sempre quer vitória e perde a glória de chegar. Eu que já não quero mais ser um vencedor levo a vida devagar pra não faltar amor''.
O melhor não é vencer. O melhor é perceber o quanto se caminhou para chegar no alvo desejado.
O melhor dessa vida verdadeira é como um campeonato de surf no Hawaii: Driblamos muitas ondas para chegar lá. Para alcançar a mais desejada onda, que é a mais difícil e maior. E  a esperança é saber que a premiação não se retém em mim, mas se dá a todos que se ofertaram para alcançá-la.
''Prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo''
Fl 3,13-14
Neste fim de 2016 que as ondas que ainda hão de vir sejam superadas, mesmo que nos derrubem. Que a graça de Deus nos dê a esperança de pegar a prancha e voltar a confrontar o mar, e amá-lo como um amigo que nos faz aprender a sempre recomeçar.
Graça e paz!

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