A prova do amor é feita quando existem mil motivos para não fazer e você o faz, por saber que há somente um motivo maior do que os outros mil. Amar é um sacrifício. É uma luta, reluta, uma renúncia e muitas vezes um acreditar que ''não há  mais jeito, vamos desistir''.
Apesar das minhas teimosias, tenho na minha essência uma ferrenha defesa pela persistência. Em tentar e não desistir, em acreditar que sempre há uma saída. Hoje eu sei que há casos que não há uma saída, mas apenas uma IDA.
Eu vejo notícias de decisões em que desistir se torna uma ''saída de emergência'', mas penso que saída não deva ser uma desistência, então o uso do ''eu só tinha essa opção'' não me convence. A saída, o fim, não pode ser um desistir, mas saber que até o que aparenta ser o fim é o começo de uma história, mas isso já foi outro post.
O amor que iniciei tentando refletir no início desse texto é um amor que exige sacrifício, como já havia dito, e não queremos sacrifícios. Nós estamos em uma época em que não queremos sofrer, não queremos ceder. Nós queremos o mais fácil. E então vemos relações facilmente acabando, vidas sendo terminadas, sonhos deixados para lá, como se o prazo de validade de todos estes tivesse vencido.
Como cristã preciso dizer que desistir é inaceitável. Eu não quero impor para você um papinho de ''vamos lá, vai desistir mesmo?'', mas de aprender a oferecer até a dor a Deus. De saber que o sacrifício em nossas vidas, queiramos ou não, é inevitável. Sim, meu caro, uma hora você precisará sentir uma dor, se você deseja alcançar o céu saiba que vai doer (e muito!). O santos só são santos porque viveram o purgatório na terra, com as famigeradas renúncias.
Não podemos vivenciar uma utopia de querer se esquivar ao máximo da dor. Lembre-se de Abraão: Oferecer seu próprio e amado filho em sacrifício, por obediência a Deus. A obediência foi o motivo maior que os outros mil para não desistir. O amor a Deus, que gera confiança, o fez ir até Moriá. Lembremos do próprio Jesus: Não jogou a cruz. Não falou: ''Não, Pai. Eu só vou até a agonia no Monte, mas morrer na Cruz não dá. É difícil. Não tem outro modo de salvar esse povo, não?''. Ele foi até o fim. Ele seguiu o caminho, perseverando, não desistindo e sabendo que aquele ''fim'' era só o começo de uma história de amor (Obrigada, Walmir Alencar).
Não lance fora suas dores, seus sacrifícios. Mas vá até o fim do seu Moriá, do seu calvário, viva o Akedah, o sacrifício, e conquiste a coroa.
Sim, o seu Deus. Sim, o meu Deus proverá.

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