Ah, pequena alma delicada
Que da fraqueza é aliada
Quisera um dia Te contemplar
E do Seu colo fazer lar

O doce silêncio que a envolve
Tão leve e que me leve e que me olhe
E que me traz conforto algum
E que Contigo eu seja um

Tentei fazer de mim um verso
Que do inverso desse-me a sensação
De poder lançar-me em Tuas mãos
E ouvir da Tua boca uma canção

Ah, Senhor!
Da tua graça me afastei
E quão sem graça retornei
Da minha desgraça eu chorei

Tão doces mãos que me conduzem
Que me seduzem e me mostram
Este amor que me devotam
E que a elas rendo louvor

Faz com que este Teu filho
Entre um tropeço e um recomeço
Encontre Teu caminho
Enquanto me empequeneço

Oh, Aquele que é detentor
Da admiração desta pobre alma
Que um dia eu experimente a calma
De viver o céu com o Teu amor­.

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