Esse texto, na verdade, não vai ser longo. Pelo contrário: nem tenho tanto a falar.
Só queria convidar você, você aí, sentado ou de pé, andando ou lendo enquanto ouve música, a refletir sobre a verdade na sua vida cristã. E por que eu proponho isso?
Porque há, em quantidade incômoda, pessoas que acreditam ter inventado seu próprio caminho de santidade. Acreditam ter descoberto, à sua maneira, os segredos da real alegria em Cristo. Opõem-se à "doutrina antiquada" da Igreja, moldando fé e fiéis a um cristianismo libertário aos olhos do mundo. Argumentam em prol de seus relativismos, defendendo que Deus sabe que, no fundo, "a intenção não é má, e que o jogo do adequado e inadequado é muito mais complexo do que nossos pastores dizem ser". E esse é um costume contagioso: quantas vezes eu não me pego refletindo sobre o quão amortizado pode ser um pecado meu, se comparado a pecados tão maiores e "piores" que as pessoas cometem por aí... É um efeito dominó, e tem força, sobretudo sobre nós, jovens, que desejamos adequar Jesus à nossa vida, quando, na verdade, o inverso é que deveria acontecer. 
Ora: sabemos que nossa alma advém do Céu e, ainda assim, vivemos apegados aos encantos terrenos. Pois eu lhes dou  minha opinião: os "encantos" desse mundo são como os "encantos" ficcionais de uma sereia; não sei se vocês sabem, mas o mito não se encerra na autoentrega de qualquer humano que escute a voz mágica desse ser mitológico: após cegar-se pelo cantar da sereia, o homem torna-se prisioneiro dela, e não mais consegue escapar do seu jugo. E assim é o mundo e o que ele oferece: se nos deixarmos levar pelo seu canto, seremos cegados por ele, prisioneiros dele, e incapazes de voltarmos à superfície, por estarmos acorrentados ao fundo do mar. Ou você voa para o alto, ou você afunda incontrolavelmente: tudo dependerá da voz que você escuta.
E o mais triste é que nós nos acostumamos tanto a nos relacionarmos com Deus à nossa maneira que cobramos d'Ele a realização das nossas vontades, ao invés de perguntarmos o que Ele quer de nós. Revoltamo-nos contra Ele, quando não nos dá aquilo que tanto pedimos - e, quando Ele nos concede alguma graça, nunca nos lembramos de agradecer. Queremos ser vistos como exemplo de santidade, e sequer somos fiéis à Santa Missa. Queremos ser líderes espirituais, quando não sabemos sequer liderar nossa própria vida. Irritamo-nos contra a fraqueza de nossos irmãos, quando, em verdade, somos mais fracos que eles. Cobramos os sacramentos do nosso próximo, quando, na realidade, não vamos há meses à sala de um confessionário. Empolgamo-nos com a firmeza de Jesus perante a hipocrisia dos fariseus, e não nos damos conta de que nós, com os nossos egoísmo e egocentrismo, temos tudo para sermos os fariseus do século XXI, se já não formos. 
Por isso, proponho que você pare um instante, podem ser só alguns minutos, e reflita: há quanto tempo você mesmo não segue os conselhos que deu ao seu irmão? Há quanto tempo as suas redes sociais refletem uma imagem sua que não condiz com o que você vive? A pessoa que você é na Igreja é a mesma pessoa que você é no trabalho, na escola, na faculdade, com os amigos, ou em casa? Quem é o principal alvo de suas declarações e demonstrações de amor? Qual é a sua prioridade? A quem você quer impressionar?
E, por fim, compartilho com vocês uma música do Adoração e Vida, Em Santidade, que nos lembra do quanto somos imperfeitos e do quanto temos que melhorar enquanto cristãos.

É verdade que somos imperfeitos, e que sempre teremos onde melhorar, mas essa é a parte boa: temos como melhorar! Não estamos, ou pelo menos não devemos nos sentir, presos às dificuldades do caminho; a travessia é árdua, e deve ser, mas o destino vale a pena.
É por isso que a nossa busca pela santidade é válida: porque os destinos de Deus sempre, sempre, sempre valerão a pena. Amém? 
Amém!

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