Ouvindo John Mayer em ''Slow dancing in a burning room'', ele diz algo como: ''Não, não é mais uma tempestade antes da calmaria''. De início eu discordei. Me fazia relembrar uma música que gosto muito dos Arrais: ''O bilhete e o trovão'', em que eles dizem o oposto: que até as tempestades são meios de louvar a Deus (já até falei disso aqui). Mas fiquei pensando novamente e de certo modo John tem razão: algumas coisas acabam mesmo.
Não é uma provação ou teste para alcançar algo mais à frente, mas é o fim mesmo. E então retomei a minha oposição ao John: até o fim é início.
Compartilho com vocês que estou na reta final de um ano vocacional. Término de muitas provações, de dores, renúncias, mas o início (se Deus quiser!!) de um novo tempo. O início de uma eternidade.
O pai de uma amiga faleceu esta semana. Um relacionamento de anos terminou. Você foi demitido do seu emprego. Sim, as coisas na terra têm seu prazo de validade e devo ser honesta: Se você não suporta a ideia de términos, comece a se preparar para a eternidade. Se você não gosta do ''the end'' no final da história, se desprenda das coisas daqui e comece a construir seu castelo em Deus.
Acostume-se com a ideia de que nem tudo é eterno, mas não é por isso que você vai esquecer da eternidade: que isto te impulsione a cada vez mais buscar o eterno. A buscar o que não passa, a não se apegar ao que é passageiro, porém ir de encontro ao eterno desde já.
Mesmo vivendo um ''Não é um momentinho bobo. Não é a tormenta antes da calmaria. Este é o último suspiro profundo deste amor no qual estávamos trabalhando'' você relembre que nos basta o ''Seja minha canção o primeiro trovão. Seja minha canção, um bilhete em minhas mãos. Seja tudo o que perdi. Seja o que está por vir''. Que o fim seja o início.
Paz e bem!

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