Sabe aquele discurso clássico, de quem diz: "Ai, eu não leio a Bíblia porque eu acho muito chato"? "Ai, eu não leio a Bíblia porque eu não entendo nada!"? "Ai, eu não leio a Bíblia porque é muito complicado lembrar do nome de todo o mundo, e do que cada pessoa fez..."?
De fato, há diversas traduções da Bíblia - algumas advêm do hebraico original, outras do latim... E os textos são muito, muito antigos. Trazer tais mensagens, tais ensinamentos, para a nossa língua, para os padrões da nossa linguagem atual, é algo muito complicado, que exige um trabalho árduo de pesquisa e reelaboração; encontrar as palavras nossas que equivalham ao que pretende dizer o texto original é bastante difícil, e quaisquer profissionais de tradução - que vertem poemas, prosas, artigos, teses, dissertações e afins para a língua portuguesa [brasileira] - passam por poucas e boas para manter a fidelidade às significações e aos sentidos (e, apesar de todo o esforço, pequenos equívocos e ambiguidades não são tão condenáveis assim, dada a complexidade do trabalho). Além disso, muitas das traduções bíblicas das quais dispomos hoje são reimpressões de traduções já bem antigas, o que também complica a compreensão por nossa parte. Palavras que desconhecemos o significado, frases truncadas, organização sintática confusa... Não é tarefa fácil achar "uma Bíblia para chamar de sua".
É relevante lembrar, no entanto, que a mensagem é sempre a mesma, ainda que a forma seja mais complexa em alguns casos: o que vemos na Palavra é a força do nosso Deus que, por meio de instrumentos humanos, nos diz o que aconteceu no passado, o que acontecerá no futuro, quais devem ser as nossas metas, aonde podemos chegar, de onde e do quê devemos fugir etc. Então, ao falar da Bíblia como Palavra, como Voz do Pai, não há nenhuma que seja melhor que a outra. Ok? A Bíblia não é best seller das editoras famosinhas (bem poderia ser, né... Mas o povo não se interessa!), para que você só compre a edição mais bonita. Sem falar no fato de que nós, apenas nós, com a nossa limitada sabedoria, não somos capazes de compreender o real sentido daquilo que Deus nos diz. Por isso, quando lemos a Palavra, pedimos a ação e o discernimento que nos é dado pelo Espírito Santo, o Único que, em sua Santíssima Trindade com o Pai e o Filho, nos revela a importância, a força e a Verdade daquilo que lemos.
Mas, como o nosso Deus é puro Amor e misericórdia (e nossa Santíssima Mãe com toda a certeza já ouviu trocentas orações enquanto pedidos de intercessão para a compreensão bíblica), nós, jovens (de idade ou de alma, fica a mercê de vocês), ganhamos da Editora Ave Maria (olha a graça da Rainha aí de novo, minha gente!) a Bíblia Católica do Jovem, uma edição comentada, discutida e abençoada (como todas as outras, sim) da Palavra de Deus.
Essa é a capa da primeira edição lançada, em 2012.
E essa é a capa da edição lançada em comemoração à Jornada Mundial da Juventude 2013, realizada no Rio de Janeiro.
Lançada em 2012, essa Bíblia tem como público alvo os jovens no geral, os jovens e líderes evangelizadores e os catequistas, mas é claro que ela se estende a quem se interessar possa. E ela é a minha Bíblia  (um dos motivos que me levou a apresentá-la a vocês!).
E por que essa Bíblia é legal?
Gente, porque ela é choque de ajuda. Além de um texto cuja compreensão não é difícil, ela traz diversas - sério, diversas, inúmeras, várias - seções de comentários, curiosidades, contextos, apresentação de personagens etc. 
Uma coisa que eu acho sensacional é o fato de ela trazer, no início de cada Livro (na Bíblia Católica eles são 73, 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento), o contexto histórico no qual se insere aquela narrativa, ou os textos que estão ali expostos - para quem gosta de História, como eu, é um prato cheio (além da importância de se relacionar os textos e as pessoas bíblicas com as demais circunstâncias do mundo). Eu também gosto muito da seção Perspectiva Católica, e vocês já devem imaginar o porquê do meu encanto: ela faz comentários acerca de determinadas passagens, explicando como a nossa Igreja aplica no cotidiano o que está discriminado nos textos.
Eu também considero as seções Viva a Palavra, Reflita e Entre em Oração extremamente importantes: nelas, temos a oportunidades de pensar sobre a nossa vida paralelamente àquilo que Deus nos propõe, e de refletirmos se as nossas atitudes estão de acordo com a vontade d'Ele, de acordo com os planos que Ele nos concede a partir de seus infinitos Amor e misericórdia. Na seção Sabia que..., geralmente encontramos informações contextuais/circunstanciais a respeito da passagem destacada, ou ainda encontramos o norte para uma interpretação adequada do trecho em destaque. O Compreenda os Símbolos também é super importante para nós (ai, gente, tudo que envolve a Palavra é importante, extremamente importante!), já que muitas passagens bíblicas estão repletas de simbolismos e de sinais sagrados, os quais precisamos compreender para sabermos os motivos e as circunstâncias de seus usos.
Outra característica sensacional da Bíblia Católica do Jovem é o fato de ela trazer planos de leitura! Sim, a gente sabe que o primeiro desespero pós-primeira-abertura da Bíblia é: "Jesus Amado, por onde é que eu começo?!". Há quem prefira fazer as suas leituras e seus estudos de acordo com a Liturgia Diária (porque a Bíblia é pra ser lida d i a r i a m e n t e, viu? Nada de uma vez por semana, uma vez por mês, um vez a cada semestre - até porque todos os dias nós precisamos nos converter ao Amor do nosso Pai, e a comunhão com a Palavra é o alicerce da nossa caminhada e da nossa fé), mas para a manutenção de estudos bíblicos paralelos à Liturgia, a Bíblica Católica do Jovem nos apresenta 7 planos de leitura, para quem se interessa por um aprofundamento nesses temas. 
Gente, é isso. Se vocês se interessam pela Bíblia Católica do Jovem, ela está à venda em várias livrarias físicas por todo o país e em várias páginas da Internet; vou deixar dois sites (confiáveis) aqui embaixo, pra quem quiser conferir:

O mais importante é: leiam a Bíblia e tenham a sua Bíblia. Tudo bem começar dando uma olhada na Bíblia do pai, da mãe, do(a) irmão(ã), da tia, da avó, do avô, do amigo... Mas tenha a sua Bíblia, assim que puder, porque isso ajuda você a criar uma intimidade super relevante e saudável com a Palavra, além de você poder grifar trechos de estudo, acrescentar notas e levar para onde quiser\precisar.  A fé se faz com obras, e um dos alimentos das suas obras deve ser a Palavra, portanto: leiamos! Vivamos! Pratiquemos! Ninguém evangeliza com o que tem na cabeça, gente, nós evangelizamos a partir do que Deus nos diz; Ele é quem fala, nós somos apenas os instrumentos de Sua ação. 
E você, que é jovem, e encara a Bíblia como "um livro chato que dá sono e que ninguém entende nada do que tem escrito", faço um pedido: dê-se uma chance. Às vezes, aquilo que inicialmente nós mais rejeitamos se torna o alvo da nossa maior admiração. Não custa tentar, ok? Não precisa ser uma experiência ruim, não precisa ser algo forçado, nem demorado: um ou dois versículos por dia, e você já poderá sentir a diferença. Apenas... Tente. Esforce-se; é o hábito o que mais nos leva à necessidade, viu? Criemos, portanto, o hábito de amar a Palavra!

Que a paz de Deus e o amor de Maria vos acompanhem hoje e sempre, amém! 

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