O que a ciência nos diz sobre o universo?
Bom, primeiramente, o modelo mais aceito entre os físicos atuais é de que toda a matéria que compõe o nosso mundo estivesse agregada num único ponto, uma singularidade. Por algum motivo, talvez uma perturbação, toda essa matéria "explodiu" e começou a se expandir, dando forma ao que podemos observar hoje com os nossos melhores telescópios. Essa é a teoria do Big Bang, o paradigma atual sobre a origem do universo. Não significa que não existam outros modelos, mas este parece ser o mais plausível.
Nos primeiros milionésimos de segundo após o começo da expansão, todas as constantes físicas já começavam a governar, cada uma com seu valor específico. Com o tempo, estrelas e galáxias foram se formando, assim como os planetas. Estes começaram a formar órbita com os corpos celestes mais próximos e vários sistemas solares surgiram. De um caos total, as coisas, com o tempo, foram se organizando.
Num cantinho bem escondido desse universo caótico, um planeta se formava perto de uma estrela não muito grande, comparada às outras. Durante bilhões de anos esse planeta foi bombardeado por radiação e detritos cósmicos, mas acabou esfriando até que em sua superfície houvesse água líquida, muito provavelmente vinda dos cometas que o atingiram. É nesse planeta que começa uma história curiosa. Não sabemos muito bem como, mas, de alguma forma, os vários elementos químicos presentes nos oceanos começaram a se organizar. Há quem diga que foram por causa de descargas elétricas, ou até mesmo em fontes termais subterrâneas, onde as primeiras células talvez tivessem surgido. A frágil história da vida começava ali, naquele planeta qualquer numa galáxia qualquer. Esses organismos foram mudando e se adaptando às condições novas desse planeta. Logo as variações começaram a ser expressivas, todas bem guardadas no material genético deles.
Com o tempo, eles ficaram mais complexos, acharam novos meios de sobreviver em vários tipos de ambiente, quase como numa tentativa incessante da vida de continuar existindo. Pra isso várias linhagens surgiram, sumiram, se modificaram e, depois de milhões de anos, várias extinções e desastres, eis que, de uma linhagem de hominídeos, nós surgimos.
Não, nós não vivemos com os dinossauros, mas pensa um pouco: por que, num ambiente com animais tão perigosos, mortais e fortes, a evolução "achou" que seria vantajoso o surgimento de um animal bípede, sem pelos e relativamente pequeno? E não é que deu certo? Nós começamos do zero, mas logo estruturamos sociedades, criamos sistemas de comunicação e troca e até conseguimos ter um domínio razoável de parte da natureza. Essa resiliência humana se mostrou essencial e efetiva ao longo da história. Mesmo em nossa pequenez temos um traço ou outro de grandeza.
De gente que acha que o acaso governa o universo, a terra está cheia. Já ouvi muita gente dizer que o nosso surgimento foi um tiro cego numa roleta russa e que só acertou na gente porque as condições foram aleatoriamente favoráveis pra tal. Agora me diz uma coisa: ainda que a probabilidade da nossa existência seja absurdamente aumentada por causa de uma condição ou outra, qual seria a probabilidade de estas condições serem vantajosas de forma que gerassem seres que conseguem olhar para o universo e questioná-lo?
Ainda que alguém ache que o acaso é a melhor explicação, estamos aqui! Por mais que o universo tenha todo o aparato e chances para simplesmente nos destruir, estamos vivos, e não é por falta de esforço. A começar pelo sol, que cria um campo magnético que impede a chegada de radiações de fora do sistema solar, o campo magnético terrestre, que faz o mesmo, a enorme força gravitacional de Júpiter que nos protege dos meteoros e meteoritos de um cinturão de asteroides próximo. Passando pelas condições às quais a Terra esteve sujeita para abrigar vida: estar na zona habitável de uma estrela, "receber" os elementos químicos que formam nosso organismo -tem até aquela história que vários dos elementos que nos compõem foram "fabricados" em núcleos de estrelas-. Indo até a evolução que poderia ter tomado absolutamente qualquer rumo, mas resultou em nós, nesse sistema de armazenamento de informação no DNA, nesses tipos de organismos. Entenda, a vida é uma coisa tão delicada que se a massa da Terra fosse diferente, a sua gravidade teria gerado um ambiente onde a evolução teria moldado organismos totalmente diferentes. Até mesmo as constantes do universo teriam um efeito enorme que mudaria tudo o que conhecemos.A
Não quero dizer que não haveria vida se estas coisas fossem diferente. Muito pelo contrário, poderia sim haver vida em outras poucas condições, mas o fato é que, de tantas possibilidades, por que nós? A vida é algo tão complexo mas tão resistente. A física nos diz por meio do conceito de entropia que tudo tende ao caos, que é mais vantajoso pra natureza desorganizar tudo e gastar menos energia, mas olha só! Nossa existência não viola essa "regra" porque é possível manter estruturas organizadas ao custo de energia, mas por que lutar contra o universo?
Quando olhamos para o céu vemos tantas formas e cores que se refletem nos mais pequenos mundos, quase como se o universo tivesse uma preferência por estas formas. Quase como se tivesse uma personalidade por trás disso, como se o resultado de milhões e milhões de anos favorecesse a vida e essas pequenas coisinhas que somos nós. Tínhamos tudo pra ser governados por estímulos irracionais, prisioneiros do nosso mundo, mas é perceptível que temos liberdade, e, usando dessa liberdade, desde nossos primórdios entendemos que há algo acima de nós.
Durante todos esses anos, o ser humano buscou dar vários nomes para aquilo que ele procurava compreender e alcançou. Pode chamar do que quiser: acaso, evolução, probabilidade, princípio da incerteza; nenhum destes nomes vai ser capaz de mudar a grandeza da Criação e a glória de Deus no universo. Podem até existir questões que são dificílimas de responder -como a existência do mal no mundo- e, por um momento, pode parecer que estamos sozinhos, mas é impossível olhar pra tudo isso e, no mínimo, se questionar sobre a bela existência de um Deus que fez tudo isso e que cuidou de nós quando ainda engatinhávamos.
Aliás, há até evidências de que, se somos criatura, somos imagem e semelhança do Criador. Ora, se ele é um ser benevolente - o que pode ser justificado pelo livre arbítrio - como poderia existir a bondade e a moral no mundo sem que ela nos fosse fornecida de algum lugar do universo. Vários teólogos dizem que a Trindade é uma comunidade de amor, e que desse amor a vida foi gerada. Quando olhamos para a humanidade, qual foi a melhor estratégia para que nós sobrevivêssemos e permanecêssemos juntos todo esse tempo? Os laços entre pais e filhos, irmãos e irmãs, amigos, enfim.
A questão é: nós, quando criamos ou inventamos algo, não o fazemos por puro divertimento. Geralmente isto parte de uma necessidade e a invenção ou criação serve a um propósito. Ora, se somos criação de Deus e herdamos estes traços de inteligência e significação para as coisas, sendo criaturas possuímos um propósito. O problema é que nem todos estão abertos a viver a sua vida em função de algo que não seja sua vontade, mesmo sabendo que a alternativa seria algo vindo de quem melhor nos conhece pois sabe como funcionamos.
Com tantos motivos para acreditar que Deus existe, nos criou e tem um propósito para a nossa vida, por que não acolher este propósito e viver a vida que Ele tem para nós?
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz: no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo." João 16:33

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