Oi, gente! Como vocês sabem, eu participo de um projeto fotográfico chamado 5 on 5, que reúne cinco meninas, um tema mensal e cinco fotos sobre esse tema. Essas meninas sou eu, a Allie, a Diana, a Natália e a Isabelle. Você pode ver aqui as minhas fotos de junho e julho.
O tema desse mês é Minhas Fraquezas. A gente sabe que na internet é exposto tudo o que é bom. O quanto as pessoas são bonitas, se amam, vivem coisas legais, têm experiências melhores do que as nossas, enfim. Mas a verdade é que, por trás disso, existem muitas fraquezas que não são reveladas. Esse é objetivo do 5 on 5 desse mês: mostrar a vocês que nós somos também humanas e é normal não ser perfeito, porque ninguém é. (só Deus hihi)

Vamos começar com essa foto do meu rosto que, embora eu tenha amado o cenário, não me senti confiante o suficiente - ou satisfeita, se preferir - para considerá-la digna de uma foto de perfil. O fato é: desde que, lá pela sétima série, uma amiga fez a questão de me deixar saber que a minha testa era grande demais, não me sinto confortável com ela. Seja para prender o cabelo, para me sentir a vontade com um coque, para não ter neura em ficar arrumando a franja... qualquer coisa. E, para ajudar, devido a uma síndrome dos ovários policísticos, pela primeira vez na vida tenho umas espinhas. Quer mais? Toma mais: meus caninos se destacam mais do que eu gostaria. Eis os motivos do meu complexo com essa foto que, talvez, nem existiria se alguém, um dia, não tivesse me dito que meu rosto não se encaixava no que seria exatamente ideal. Eu nunca teria reparado nisso se não fosse por essa pessoa.
Vamos pensar antes de fazer comentários sobre os coleguinhas, tá bem? E pensar antes de aceitar a opinião dos outros para você. Independente do que pensem, você tem que ser o primeiro a se amar.
 Porque a vida é curta demais para não usar aquela meia com furinho.
Eu já falei várias vezes sobre o meu complexo com meu corpo. Durante a maior parte da minha adolescência eu odiei o fato de ter pernas longas e finas, que não se encostavam e eram motivo de piadas e apelidinhos maldosos entre meus colegas de escola. Eu demorei um bom tempo para aceitar isso e começar a enxergar a beleza de ser diferente. Hoje eu gosto delas e não me vejo com um corpo muito diferente do meu. Sinto que ele faz parte de quem eu sou, reflete a minha personalidade. Isso é legal.
A crise da mão grande demais para meu braço fino demais. Nathalia, isso existe? Existe, sim, meu amigo! Essa crise da mão várias vezes me fez ficar com blusa mais longuinha, ou evitar olhar para elas. Coisa absurda, né? Por que a gente poe na cabeça que precisa ser tudo perfeitamente simétrico? Há beleza em ser diferente, em aceitar o jeito que você é e mostrar ao mundo que você está ok não sendo o modelo perfeito de mãos. Esse papel pode ficar pro Michael Kyle hahahaha (para entender a referência clique aqui)
Essa foto foi tirada num dia um tantinho triste em que aproveitei do meu rosto vermelho de choro para dizer que: eu choro com uma facilidade impressionante. Desde assistindo animações da Disney até conversando com a minha professora de matemática do ensino médio. E, para ajudar, tenho umas crises de ansiedade que às vezes me derrubam facilmente. Plus: minhas olheiras e minhas sobrancelhas cheias de falhas e que são tão difíceis de arrumar. Sinto que só eu consigo deixar elas do jeito que eu gosto, já que nunca fico satisfeita com as designers. Eis o motivo de eu querer morrer com essas meninas das sobrancelhas perfeitas hahahaha que sortudas!

Eu espero muito que vocês tenham gostado do post e entendido que é normal a gente não amar todos os detalhes do nosso corpo, só não deixe que a mídia, amigos, ou qualquer um diga se você deve se amar ou não. As pessoas só são bonitas porque são diferentes. Cada uma com seus traços, suas marcas, suas linhas. Você é você por ser diferente, não deixe que ninguém tente te moldar!

Vídeo sobre o assunto:
Obrigada pelo apoio e um beijo!

4 Comentários

  1. Adorei! <3
    Fomos por um caminho parecido, engraçado como a gente sempre cisma com coisas bobas. Sobre a menina que criticou sua testa me fez lembrar que eu passei por algo parecido. Quando eu era pequena, no jardim de infância, uma garota que era da sala ao lado da minha sempre dizia que eu parecia um menino. Em momentos totalmente aleatórios, como quado eu ia beber água, ela me dizia isso. Eu fiquei bem complexada na época e vivia querendo ser o mais "feminina" possível. Ainda comecei a engordar depois de um tempo e isso piorou. As pessoas não tem ideia do efeito que causam nos outros com essas coisas, é triste.
    Adorei as fotos, e aproveito pra dizer que você é linda, Nathalia. De verdade, te acho uma fadinha, hahahaha. <3

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  2. Tão meiga <3 (Sério, não é pra não levar ban)
    Sua testa não é maior que a minha, você não tem mais espinhas que eu! hahaha Quando eu era pequena (lá pra minha pré-adolescência), era muito esquisita e nem ligava muito pra isso. Depois que comecei a crescer, fui melhorando e passei a me incomodar com tudo em mim. Hoje eu também aprendi a amar minhas imperfeições e fraquezas, porque como você disse, fazem parte de quem somos!

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  3. AMEIIII o post. É bem isso, todos nós temos falhas, não somos perfeitos. haha Parabéns pelo post.
    http://www.leiturateen.com/#

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  4. Que projeto INCRÍVEL! Eu amo quando artistas, famosos e pessoas com visibilidade na internet mostram o seu lado mais real e verdadeiro da vida. Também já fui muito complexada com diversas coisas (e ainda sou com outras), mas já melhorei bastante e pretendo continuar me aceitando e me amando cada vez mais. Como dizia a querida Clarice Lispector, "nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro". Beijinhos!! <3

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