Houve um tempo da minha vida em que eu achava ser santa. Não exatamente santa, obviamente, mas para mim eu já quase não pecava, não tomava tantas atitudes erradas em comparação ao tempo antes da minha conversão. Mas quando Deus vê que estamos começando a nos vangloriar por coisas adquiridas através de Sua Misericórdia, Ele permite que nós percebamos isso da forma que for necessária.
Comigo foi assim. Começaram a vir tribulações e momentos de fraqueza, e eu comecei a achar que não aguentaria. Foi quando eu comecei a desconfiar de mim mesma e percebi a quantidade de defeitos e pecados eu tenho, e Deus me surpreendeu, usando de mim naquele dia como nunca usara antes. Foi então que a Gabriele do meu grupo de oração me disse "é quando estamos fracos que Deus nos faz fortes".
O que estou querendo dizer com isso? Às vezes caímos no terrível erro de achar que somos melhores do que alguém, seja por termos maior tempo de conversão, por acharmos que fazemos mais e melhor por Deus e pela Igreja, ou por infinitos motivos, e talvez a pessoa somente não vê necessidade de expôr suas obras como nós (e a correta é ela). Temos a necessidade de estar sempre exibindo a todos nossas atitudes, nossos bons pensamentos, nossos exemplos, e esquecemos que tudo isso adquirimos pela misericórdia de Deus, e não temos o direito de nos gabar de absolutamente nada.
Existem pessoas que costumam julgar as pessoas por acharem que sabem mais, ou pior, dão falso testemunho. Em um segundo estão servindo a Cristo e falando sobre seu amor e misericórdia, e no segundo seguinte estão julgando alguma atitude alheia segundo os seus princípios, o que é absolutamente injusto.
Que possamos manter nossos olhos abertos e atentos a todo amor próprio e vaidade que possa estar escondido em nós, e possamos gritar a plenos pulmões que Deus é maravilhoso e nós não somos nada! Não adianta fazer missão e tratar mal ou com indiferença alguém que está perto de nós, devemos viver, sentir e amar a todos, mas ter a noção de que só somos capazes disso pela misericórdia divina.
Salve Maria!

Deixe um comentário