É engraçado. Quando começamos a caminhada, estamos tão desejosos por Deus que nada parece nos desanimar. Começamos a querer entender melhor, querer contar às pessoas nossas experiências com Ele e aquilo tudo que fez com que nos apaixonássemos. É como um "relacionamento comum".
Mas, assim como em grande parte dos "relacionamentos comuns", tem hora que a gente acaba acostumando. Aquilo que parecia perfeito no início, de repente vira rotina e ficamos esperando cada vez mais. Queremos demonstrações de amor novas; as anteriores já estão tão presentes que não damos a elas mais o seu devido valor.
Adiamos nossos encontros com Deus para priorizar coisas menos importantes. Aquela vontade de estar perto o tempo todo vai desaparecendo e em seu lugar surgem dezenas de desculpas para justificar nossa ausência. A oração fraqueja, o estudo fraqueja e, consequentemente, quando estamos longe dEle, nós fraquejamos.
Se alguma vez você quis entender porque não sentia mais a mesma coisa com Deus, agora sabe. Não é porque Ele não olha para você, mas porque você, e somente você, começou a esquecer de priorizá-lo e foi se distanciando. Ou damos passos para frente ou para trás, não tem como ficarmos parados.
Revise o que você está vivendo hoje. Ir às missas ou ao grupo de oração vez ou outra nunca vai suprir nossa sede pelo Amor, porque o Amor é completo, nunca pela metade. Ou você tem tudo, ou não tem nada. Ou você é todo dEle, ou não é. Não existem meios termos.
Finalizo com uma frase de minha santa de maior devoção, Teresinha do Menino Jesus, e peço-vos que firmem vossas vidas em Deus a ponto de que nada possa derrubá-los.

"Meu Deus, escolho tudo. Não quero ser santa pela metade"

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