Às vezes caímos no erro de achar que tudo é fácil demais. Achamos que fazemos muito por Deus, que o céu está a dois passos de distância ou já podemos nos comparar com os santos. Certo? Erradíssimo!
Quando temos um primeiro encontro com Cristo, a vontade de estar perto dele e nos santificar é sempre enorme. Qualquer coisa que vá acontecer na Igreja já anotamos em nosso calendário que estaremos presentes. Mas conforme o tempo vai passando, essa vontade de estar perto de Deus vai se deixando esfriar e acabamos fazendo o mínimo que podemos achando que fazemos muito. Todos queremos o céu, mas nem todos estamos dispostos a lutar por ele. Deixamo-nos vencer por qualquer cansaço, angustia, chuva ou ventania. Em Mateus 11,12, Jesus vem nos dizer:
"Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos Céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam".
Não podemos nos deixar cair nesse erro de achar que fazemos muito. O céu é para poucos, para os violentos, como Jesus disse. Às vezes nos deixamos levar por coisas inúteis que parecem ser motivo para nos impedir de nos doar mais. Desculpe-me, mas ir às missas dia de domingo não é nem perto do suficiente.
A santidade é feita de, primeiramente, desejo. Desejo árduo pelo Cristo, desejo que nos faz largar o que for preciso para segui-lo. E aí, consequentemente, começamos a viver uma vida de oração, palavra e fortalecimento na fé. Vemos que é somente pela entrega que seremos capazes de ser santos, e passamos a doar nosso tempo a Deus.
Não é fácil ser católico. Fazer parte da Igreja de Cristo é dureza, mas o sacrifício sempre tem uma recompensa milhões de vezes maior lá na frente. Lutamos pelo céu porque acreditamos que ele é real, e a partir daí todos os impedimentos parecem insignificantes.
Termino com uma frase de São Felipe Neri, que diz:
"Eu prefiro o Paraíso".

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