Isso ainda vai ser cheio de você


Ultimamente eu estou sem inspiração para nada. Mal consigo produzir algo do qual eu realmente me orgulhe. Eu ando tão quieta, num ritmo tão silencioso. E, por partes, isso é bom. Consigo olhar mais para dentro de mim nesse novo clima (ou talvez nem seja tão novo assim).
Mas é que, quando penso em você, mesmo que seja algo aleatório, me dá vontade de voltar a escrever. Escrever, talvez, sobre esse seu jeito tão suave ou sobre a sensação deliciosa de quando está por perto.
Digo isso embora não tenha a segurança de que você vai ficar. Não poderia me garantir expectativas com tantas chances de sair machucada. Mas, sabe, eu queria tanto escrever sobre você. Escrever sobre tudo e sobre nada, porque eu mal o conheço direito. Mal sei quem você é. Mas, ainda assim, me passa um ar de calmaria. Ar daqueles que eu ligeiramente perco quando te vejo por aí, porque eu aceitando ou não, meu coração se ilude quando ouve falar no seu nome.
Não que eu precise de você ou algo do gênero. Eu sei que não. Já estou há tanto tempo sozinha recusando os amores que batem à minha porta. E eu vivo tão bem assim. Uma barra de chocolate consegue trazer mais felicidade do que todos eles juntos. Mas, talvez, com você seja diferente.
Talvez porque quando te vi chegar, a primeira coisa que passou pela minha cabeça é que poderia ser você. As probabilidades devem ser pequenas, mas a ideia ainda não saiu da minha cabeça. E sei que talvez com você possa ser diferente. Caso, é claro, seja alguma coisa.
Eu queria tanto escrever sobre você, mas infelizmente ainda não tem o que ser escrito. Ainda não rimos até a barriga doer ou comemos alguma coisa em uma lanchonete barata. Não contamos nossos segredos ou partilhamos nossos sonhos. Não sabemos nossos nomes completos e eu não faço a mínima ideia do dia em que você nasceu. Mas eu queria tanto escrever sobre você, garoto. Queria tanto que, sem perceber, escrevi.
Nota do futuro:
Você descobriu o dia em que ele nasceu e o seu nome completo. Mas isso não significa muita coisa, porque ele realmente não ficou. Você não ficou também. Mas as coisas estão bem melhores agora, acredite.
Último vídeo:

A minha alma dança

Foto da querida Nicole, da página Cartas Ao Espírito
Caminho em Sua direção
mantendo o percurso reto
e o olhar
focado em Ti.
Mas, em certa hora,
ouço uma voz
procuro-a
e gradativamente sinto
meus pés mudarem a direção.
O peso de minhas obrigações
parece se esvair
e em seu lugar adentra
uma estranha sensação de liberdade.
Exploro novos caminhos
sacio meus caprichos
busco novas coisas
mudo o meu antigo alvo.
Mas, após certo tempo,
começo a sentir o vazio
da minha existência
e quando me lembro de Ti
vejo também meu coração.
Não me acompanhaste
em minhas escolhas,
coração?
Vou buscar-te
mas, no caminho,
foge ao meu alcance
e se achega ainda mais a Ele.
Hesito, mas percebo,
não é só o coração
são todas minhas células
clamando por Aquele
que as criou.
Não sejam eufóricas, células
assim me deixam confusa,
perdida
e me amarro
com medo de ser rendida.
Mas chega uma hora que não dá
não consigo controlar
a onda que toma meu corpo
e me faz caminhar.
Um só passo e
quando percebo
todo o meu corpo corre
desesperado
ao encontro do meu Senhor.
E então os corpos se encontram
e dançam
num perfeito ritmo
numa comunhão de amor.
Último vídeo:

4 on 4: Um dia na minha vida

Olá, queridos. Como vocês vão?
Recentemente iniciamos o projeto 4 on 4, um projeto fotográfico envolvendo quatro blogueiras: eu, a Allie, a Isabelle e a Natália. O primeiro tema mensal sorteado foi Um dia na minha vida.
Pra isso, eu tirei um diazinho e fui num parque aqui da minha cidade, chamado Vicentina Aranha, e tirei algumas fotos com uma amiga, a Diana que é colaboradora no blog Starbooks.
Uma das melhores coisas da vida é sentar num lugarzinho tranquilo com um bom livro. Isso é algo que o parque nos proporciona, já que ele é bem grande e - pasmem - tem uma biblioteca!
 Também existem algumas "malas" espalhadas pelo parque onde as pessoas deixam livros que já leram e podem trocar pelos livros que outras pessoas deixaram. Eu achei a ideia maravilhosa - ainda mais por funcionar no Brasil, que a gente sabe como é. Assim que vi a primeira mala, obriguei a Diana a posar pra essa foto aí. <3
 O parque, no século passado, era na verdade um Sanatório para pessoas com tuberculose. Na minha concepção de quem não entende nada do assunto, deve ser pelo ambiente bastante úmido do parque, que provavelmente ajudava no tratamento da doença. As construções são muito interessantes e bonitas, principalmente pelo ar de desgaste delas. Não consegui deixar de tirar uma fotografia.
 O parque é cheio de árvores e alguns animais. É realmente muito bonito tirar um tempo pra dar uma observada cuidadosa em tudo.
Com essa menininha sorridente eu encerro o nosso primeiro 4 on 4. O ideal seria postar apenas quatro fotos, mas não resisti.
E, caso ainda não tenham visto o vídeo dessa semana, olha ele aí:

Espero que tenham gostado. Tchau!

Minhas últimas fotos

Olá, queridos! Como vocês estão? Aqui está tudo ótimo, graças a Deus!
Vocês sabem que eu amo tirar fotos. Não que eu seja boa, mas é uma das coisas mais prazerosas para mim. Venho trazer hoje a vocês algumas fotos aleatórias que tirei nos últimos tempos com meu celular. Agora eu tenho uma câmera ótima, então provavelmente nas próximas edições a qualidade vai estar melhor hahaha de qualquer forma, espero que gostem!
Em Aparecida do Norte, um dos lugares mais encantadores no qual já estive.
Dom Bosco e algumas flores.
Mel tirando um cochilo enquanto toma banho de sol.
Essa já postei no meu Instagram, mas é bem querida.
Olha quem se deixou ser fotografada <3
As fotos de hoje são essas. Espero que tenham gostado!
Vale lembrar que nessa quinta-feira (26) foi meu aniversário e eu postei o primeiro vídeo do canal do 48janeiros. Foi mais uma apresentação para vocês saberem mais sobre mim, sobre as coisas que eu amo e tudo mais. Caso não tenham visto, olha ele aí:
Por hoje é só, muito obrigado por tudo. Vocês são incríveis! Beijinhos.

Quando eu lembrei que sou adolescente

Ontem eu estava lendo Um Ano Inesquecível, um típico livro adolescente, enquanto ouvia uma playlist de música pop nos fones de ouvido. E eu tive uma experiência diferente...
Eu tive que ser adulta muito cedo. Aos 13, um dia eu era uma criança que mal podia sair de casa e no outro, PUF! Era uma garota independente, com os pais separados e o peso de escolher com quem queria morar. Aos poucos isso só aumentou. Com 16 eu encontrei sozinha o meu emprego, fui resolver assuntos bancários que eu não fazia a menor ideia sozinha e pagar minhas contas sozinha. Eu não podia mais depender de ninguém.
E depois de tanto tempo entre trabalho, estudos, Igreja, blog e encomendas de ilustrações, ter um tempinho para ler um livro adolescente foi algo muito fora do comum. Ali retratava um amor de primavera que há muito tempo eu não dava mais bola – e ainda não dou, para falar a verdade. Estava ouvindo algumas músicas típicas da idade em que eu teria tempo e interesse para ler esse tipo de história. E foi incrível.
Em alguns momentos me peguei fazendo coreografias. E quando o mocinho bonito do metrô chamou a mocinha para sair, eu berrei um “isso aí, garota!” mentalmente. Até levantei o braço, juro. E foi aí então que eu percebi.
Estava me sentindo a adolescente que eu ainda sou. Vibrando com amores platônicos e sentindo aquela coisa típica da idade que faz com que sintamos que podemos fazer qualquer coisa. Ganhar o mundo, sair pela vida, ter um amor desses de A Culpa É Das Estrelas.
Pode parecer fútil, mas para mim foi importante. A gente vive a vida toda querendo crescer, querendo parecer invulnerável, provar ao mundo que somos autossuficientes. E, na verdade, às vezes tudo o que a alma pede é um pouco de paciência consigo mesmo. Um momentinho fútil, um erro idiota, uma piada de mau gosto. Essas coisas típicas de seres humanos, sabe? Às vezes é bom lembrar que não somos robôs. Às vezes é bom ler um romance de primavera.
 
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