''Nós ficamos tristes quando perdemos um deus''. Com d minúsculo mesmo. Essa foi a palavra que um amigo me dirigiu outro dia, respondendo a própria pergunta de: ''Tristeza é bom?''.

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Quando nós ficamos tristes nós não questionamos o que perdemos, qual era o valor real daquilo. No momento da perda nós só focamos que aquilo se foi e realmente acreditamos no supremo valor que aquela coisa tem. Parece que a tristeza dá um ênfase de valor nas coisas, mas repensando chego à conclusão de que a tristeza bem vivida (sim, é possível!) nos faz ver até que ponto aquilo tem importância em nossas vidas.
Eu já perdi oportunidades, parentes, amigos, sonhos... perdi consideráveis coisas, mas doloroso mesmo seria perder o que tenho de maior valor. A perda me faz entender qual a coisa mais importante em minha vida, ou melhor: me faz ver se Aquele que deve ser a supremacia em minha vida está sendo o meu maior medo de perder.
Faz um tempo que me falam de oferta, de perder pra ganhar, e parece que agora, mais do que nunca, tem sido o momento propício das perdas. Perder coisas que parecem desnecessárias, mas é perdendo que vejo que ainda assim as colocava, mesmo que em pequena proporção, uma ''necessidade''. Perder coisas inimagináveis me faz perceber que eu mesma me iludo, tento me enganar de que não tenho apegos, ou pior, ídolos.
Eu? Acusada de idolatria?!
Eu tenho adorado os meus quereres supérfluos e que só me arrastam para o meu poço, também conhecido como ego. Tenho prestado um culto de adoração ao meu egoísmo. Criei um altar para uma falsa humildade, assim todos podem ver o quanto eu sou  ''humilde''. Eu amei, eu dei prioridade, eu dei espaços do meu coração a tudo, menos a Deus.
Porque você pode cantar tudo que quiser
E ainda assim errar
Adoração é mais que uma canção
Faça uma pausa de todos os planos que você fez
E fique em casa sozinho esperando Deus sussurrar
Implora a Ele, por favor, para abrir a boca e falar
E ore com sinceridade de joelhos, até criarem calos
Brilhe a luz em cada canto da sua vida
Até que o orgulho, luxúria e mentiras sejam descobertos
Então leia a palavra e ponha à prova o que você ouviu
Até que o seu coração e alma estejam agitados, abalados e quebrantados
Não devemos adorar algo que não é, ainda vale a pena
Limpe o palco, faça algum espaço para quem merece
Qualquer coisa que eu colocar diante do meu Deus é um ídolo
Tudo o que eu quero com todo o meu coração é um ídolo
Qualquer coisa que eu não consigo parar de pensar é um ídolo
Qualquer coisa que eu dou todo o meu amor é um ídolo
Como Teresa, sabendo de minha miséria, faço das palavras dela minha oração: ''Que Tu me baste!''.
Paz e bem!

Pare um pouco e olhe para o seu armário. Provavelmente ele tem algumas roupas, talvez algumas caixas e outros objetos. Você já parou para pensar se realmente precisa de tudo que está guardado ai? Não necessariamente no sentido de gastar com coisas fúteis ou inúteis, mas no sentido de se algumas coisas deveriam estar guardadas ou não.
Eu não costumava pensar sobre isso, na verdade nunca tinha o feito, mas chega uma hora na nossa vida que essas coisas são necessárias. Todo mundo sabe disso, que vivemos em ciclos e que devemos nos renovar constantemente, então por que ninguém fala sobre isso? Na verdade quase ninguém te conta porque é difícil para todo mundo, é nossa fraqueza, nossa sina. Uma coisa que poucos sabem fazer e quase ninguém sabe ensinar é que devemos aprender a deixar ir, e isso não é fácil.
Como é bom nos envolvermos com as pessoas, não é? Quantas vezes uma amizade nos salvou quando precisávamos de ajuda, ou um namoro complementou nossa experiência de vida? É importante que nos relacionemos com quem vive ao nosso redor. Compartilhar parte de nossa existência com outra pessoa é uma experiência única e valiosa que, infelizmente, parece ter perdido o valor com o passar do tempo.
Por outro lado, nós sabemos que nada neste mundo é pra sempre, que pessoas vem e vão a todo momento e deixam marcas profundas no nosso coração, boas e ruins. A grande questão aqui é que costumamos pensar que estas marcas são eternas, mas, assim como todo o resto, elas não são! Por mais que doa, elas acabam um dia, e assim devem, simplesmente pelo fato de que nossa vida não é, e nem deve ser, algo estático. Estamos sempre em movimento e nossa percepção da realidade muda conforme progredimos e absorvemos mais do mundo à nossa volta. Não faz sentido que procedamos de uma mesma maneira ao decorrer da vida. Durante o tempo que passamos aqui na terra, aprendemos coisas novas, refinamos o que aprendemos, por vezes mudamos nossos pensamentos ao ver que existem visões melhores, e assim vivemos. Por mais que o nosso proceder seja convergente para o mesmo fim durante nossa existência, a maneira como procedemos muda, se aperfeiçoa, é corrigida. Se é assim com boa parte da nossa vida, por que deveríamos interagir com a memória de alguém da mesma forma para sempre? Tudo bem o fato de guardar esta memória conosco, afinal não somos privados de sentimentos e existem pessoas e histórias que nos são caras, mas o que nos impede de deixar passar os sentimentos que nos prendem e não deixam que nosso progresso ocorra?
"Treine a si mesmo para deixar ir tudo que você teme perder"
- Yoda (Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith)
Quantas vezes insistimos nessa mania de nos prender ao passado, de tentar trazer de volta algo que não deve voltar? Cara, é difícil, mas não dá para simplesmente levar a vida com a barriga e esperar que as coisas melhorem se não nos dispomos a dar o maior passo nessa mudança! Não são raras as situações em que eu me pego pensando em como eu montaria minha vida se pudesse voltar no tempo com a consciência que tenho hoje e pudesse consertar algum erro que cometi. Nessa semana mesmo, passei todo meu trajeto de ônibus de São José até São Paulo imaginando quais seriam as consequências de voltar uns 5 anos na minha vida e mudar tantas coisas que eu fiz, tentar fazer de outro jeito, mas a verdade é que a gente não sabe como o resto ficaria por mais que tentássemos dar um jeito de justificar e manter algumas coisas. Não rola!
O que eu quero dizer é que, por diversos motivos, sempre temos aquela ou aquelas pessoas que permanecem nos nossos pensamentos mesmo quando a história com ela ou elas acabou. (Diga-se de passagem que permanecer no pensamento não é o mesmo que permanecer na memória). Nós achamos que isso é bom, mas quando passamos a ter medo, ou até deixamos de construir novas histórias isso se torna prejudicial. É importante que façamos esse pequeno exercício de imaginar você e tal pessoa em uma estrada, frente a frente. Tentar pensar em ambos sorrindo e, por um momento, respirar fundo e agradecer por todas as lembranças. Isso é um passo importante. Devemos ser gratos pelas nossas experiências, afinal, é sua diversidade que confere o caráter fluido à nossa vida e nos tira da monotonia. Em tudo dai graças! As pessoas podem ser duas coisas na nossa vida: uma bênção ou uma lição, e ambos são igualmente importantes. Depois precisamos respirar fundo mais uma vez, pela última na verdade, e deixar que essa pessoa caminhe seu caminho seja lá para onde, mas não podemos ficar parados. Precisamos caminhar o nosso e entender que, não necessariamente nossos caminhos não se cruzem novamente lá na frente, mas que isso não deve ser preocupação porque a parte que importava já se foi. Não podemos acrescentar nada a partir de algo vazio, por isso não adianta preencher seus pensamentos com este desejo de ressuscitar o que deve ficar morto pois aquilo que devia ser adicionado já o foi. Se demos valor ou não para aquilo enquanto tínhamos chance é outra história, mas hoje, agora temos uma nova chance de, daqui pra frente, trabalhar isso e dar mais valor para como a vida se apresenta para nós hoje.
Sei que pode parecer duro e talvez insensível, mas, se não fechamos esses ciclos na nossa vida, corremos um risco enorme de nos amargurarmos pouco a pouco, e acredite, a dor de se sentir uma pessoa amarga é pior do que a de deixar ir.
Não espero que nada disso seja levado como lei, até porque muito do que falei é subjetivo demais para ser generalizado, mas que possamos, passo a passo, encontrar na nossa vida esses detalhezinhos que precisamos consertar mas que não o fazemos porque não damos atenção.

Esses dias, nos bastidores do 48janeiros, partilhávamos da pressão vivenciada nos estudos. A gente acha que quando o Ensino Médio acabar os problemas vão diminuir, eu vou estudar o que eu quero na faculdade, vou ter o emprego dos meus sonhos... e aí a vida apronta pra gente dizendo: ''Não é bem assim''.

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Eu costumava ser uma boa aluna durante meu tempo na escola. Me matava de estudar, no último ano então, eu cheguei a um ápice de cobrança tão grande que acabei adquirindo até doença por conta de cansaço. Hoje, já na faculdade, eu ainda estudo, mas me questionava a razão de hoje em dia meus estudos já não serem minha prioridade de vida. Não joguei tudo pro ar, nem deixei de me dedicar, mas compreendi que isso não pode ser o resumo da minha vida. E eu não tô sozinha nessa.
Vejo uma geração desesperada que aos 18 anos deva saber de tudo, passar em primeiro em todos os concursos, ganhar um salário de milionário e por aí vai. A gente começou a pensar que a vida é como aqueles filminhos americanos onde com no máximo 20 anos já se é O Vencedor, e quando percebemos que não estamos alcançando todas essas ''conquistas'' nos decepcionamos com nós mesmos, acreditamos ser um 0 à esquerda. Vamos deixando que tudo seja nosso senhor: a carreira, os estudos, a ''perfeita vida''. ''Tudo'' é nosso senhor menos Aquele que realmente deve ser o Senhor das nossas vidas.
Para mim foi, e ainda é, muito difícil aceitar que Deus me curou de todos os falsos senhorios e hoje é o Centro da minha vida. Hoje, sendo Sua escrava por amor, sinto a verdadeira liberdade. Me acostumar com o novo de Deus não é fácil, mas eu aceitei a proposta dEle não pela facilidade, não por ser bonita, mas por me revelar quem eu sou e para onde devo ir.
É mais fácil ter outras coisas como ''senhores'' porque achamos que estamos ganhando ou pela maior aceitação, mas não deixar o verdadeiro Dono de mim me reger e cuidar é a real perda. Querer a aceitação dos homens, como diria São Paulo, é dar as costas para a alegria de ser servo amado e eleito de Cristo (Gl 1,10). Perder, não ser o vencedor, o melhor, o mais sábio, o mais inteligente e querido é linguagem da cruz, é nossa força divina. É reconhecer-se no Cristo Transfigurado. É poder dizer: ''Bendito sejas Tu, Jesus, por me fazer pequenino, pois assim me reconheço em Ti na cruz''.
''Como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são. Assim, nenhuma criatura se vangloriará diante de Deus.''  I Cor 1,28-29
Eu sei que perder dói, e não digo para você desistir, mas que seja você a consumir os seus planos e não os seus planos a te consumir. Talvez você não foi o primeirão em Medicina, Direito ou algo assim. Talvez você ainda não tenha conseguido o emprego dos sonhos, ou talvez tenha um que nem pra pagar as contas dá. Talvez você hoje se desespere, chore e diga que não sabe mais o que fazer e que tá perdendo tempo, mas confia. Deus basta.
Que não nos entristeçamos como o jovem rico por perder ''muito''. Não ter muito, mas no pouco ter Deus.
Deixo como um abraço, um presente, uma oração, o novo clipe do Bruno Camurati. De algum modo ele leu meus rhemas ou, com maior probabilidade, Deus sopra nesse cara. 
"Eu tô com mais problemas que ontem, mas tenho Deus!"