Um pobre porém nobre homem estava noivo de uma bela e virtuosa jovem mulher. Antes do casamento, sua noiva ficou grávida. Mas ela era – e permaneceria – virgem durante toda a sua vida. Esse homem honrou seu compromisso e se casou com ela mesmo assim. Os vizinhos, sem duvidas, cochichavam. O bebê chegou longe de casa, num lugar frio e perigoso, sem amigos e família presentes para celebrar seu nascimento. Ele fugiu com Sua família em busca de segurança para uma terra distante, protegendo sua esposa e cuidando de seu Filho adotivo até o fim de sua vida.

Esse homem disse “sim” a algo simples e belo: a vida vivida ao lado de uma boa mulher. E esse compromisso feito diante de Deus virou sua vida de cabeça para baixo. Ele reafirmou seu “sim” a cada passo ao longo do caminho, e hoje toda a Igreja o honra.

São José, santo patrono das nossas famílias e da nossa Igreja, rogai por nós.


Lições de São José

Como São José, nós podemos nos comprometer a algo e de repente descobrir que aquilo se transformou em mais do que previmos. Quando essas mudanças são acompanhadas pelo sofrimento, é natural questionar onde Deus estava naquele compromisso inicial ou quando foi que demos o passo errado.

Era essa a carreira ideal? Era ele o homem certo a se casar? Deveria eu ter tido todas essas crianças? E como São José, nós podemos não ver o fim da história da perspectiva do céu. Nós podemos nunca ter uma prova concreta de que o nosso sofrimento não foi em vão. Sua vida, entretanto, nos consola através dessas incertezas. Através do exemplo de São José, nós encontramos diversos modos de superar a tentação da dúvida e do desespero.

Humildade em oração

São José manteve um humilde e receptivo relacionamento com Deus Pai. Quando se deparava com decisões difíceis que não possuíam uma resposta moral, ele era capaz de ouvir e responder à voz de Deus. Quando nós já estamos decididos num curso de ações, mesmo que seja bom, pode ser difícil para o Senhor guiar nossos corações para outro lugar. Um coração verdadeiro e dócil dá a Deus a oportunidade de nos fazer santos e de colocar fogo no mundo.

Na sua vida de oração, você almeja ouvir e obedecer a vontade do Pai que está acima de todas as coisas?

Do amor ao meu próprio conforto e do medo da morte, livrai-me, Senhor.

Humildade no nome

São José permitiu seu bom nome a ser mal entendido e muito possivelmente ridicularizado por uma comunidade que ele amava. Ele honrou os pedidos de Deus apesar das ameaças à sua reputação. Ele literalmente deixou sua identidade aos olhos de Deus antes de aos olhos do mundo. Se livrou da necessidade de ser entendido e aceitado. Quando os limites que colocamos nas nossas decisões e ações desaparecem, damos a Deus verdadeira liberdade para dirigir nossas vidas.

Quando tomando decisões, você busca agradar a Deus antes de agradar aos outros?


Da necessidade de ser entendido e da necessidade de ser aceito, livra-me, Senhor.

Colocando os outros primeiro
Se São José tivesse pensado em seu próprio bem quando soube da gravidez de Maria, provavelmente teria a deixado. Quando fugiu de sua terra natal, ele em si não estava em perigo; fugiu para proteger Jesus. As ligações duras que fez e os desafios que suportou em consequência foram para o bem de outros. A narrativa de hoje nos leva a acreditar que servir aos outros dessa madeira dispendiosa diminui nossa liberdade e inibe nosso potencial. O exemplo do Pai Adotivo de Jesus nos diz outra coisa.

Quando o bem do outro nos demanda sacrifícios pessoais, você responde com caridade?

Do medo de servir os outros, livrai-me, Senhor.

São José ensina-nos a não termos medo

São José foi unicamente abençoado em vida a descansar aos pés de Jesus. Através do seu exemplo e intercessão, nós podemos deitar as nossas vidas aos pés de Jesus como ele fez. Se cada compromisso e tudo o que ele implica é feito com o conselho de Jesus e um coração humilde que busca conhecê-lo, amá-lo e servi-lo, podemos avançar na fé, confiando em Deus para manter a nós e às nossas decisões perto dele e daquilo que é bom para nós.

Glorioso São José, esposo da Virgem Imaculada, obtenha para mim uma mente pura, humilde e caridosa, e uma perfeita resignação à vontade divina. Seja meu guia, meu pai e meu modelo pela vida, para que eu possa ter a honra de morrer como vós morrestes: nos braços de Jesus e Maria. Amém.

Texto original por Blessed is She. Tradução 48janeiros.

Passou anos sem se saber
Sem se conhecer
Sem evoluir

Apenas trancada dentro de si
Estudando cada célula que havia ali
Sem nunca desistir

Parecia confusa aos olhares alheios
Muitas vezes, sem seus próprios anseios
Mas com seus estudos de si continuava a insistir

Sabia que o seu dia chegaria
Que a sua função entenderia
E que seria a hora de partir

E quando esse dia se deu
Na mesma hora ela entendeu
Que estava na hora de agir

Sem sair de casa, partiu
Seu destino desconhecido seguiu
E estava sempre a sorrir

Pra onde ela ia o mundo não entendeu
E ela mesma, com dificuldade, compreendeu
O caminho que estava a seguir

Hoje ela sabe aonde vai:
Vai para os braços do Pai
De onde ela nunca mais quer sair

E quando questionada sobre o Estudo de Si,
Responde tranquilamente e sorri:
Amor é para onde devemos ir.
(Fernanda Souza para 48janeiros)

O Bom Pastor conhece suas ovelhas e as chama pelo nome. As ovelhas, reconhecendo a voz do pastor, seguem-no e não se perdem enquanto continuam a ouvi-lo.
Quantas vezes quis buscar a Deus somente no que é grande e profundo? Me esqueci de que Ele estava bem pertinho. Nas coisas simples, Ele ali estava. Ao meu lado, em meio às lágrimas e risadas, Ele ali estava. Tarde percebi que, no mais íntimo de meu coração, Ele ali estava. Me dei conta de que, antes de me chamar às profundezas, Ele me chamou à intimidade. Como poderia eu ir tão profundo, se nem ao menos sabia reconhecer a voz de meu Pastor, quando este me chamava pelo nome?
Foi aí que percebi que Ele queria ser meu melhor amigo. E, quando me sentia sozinha e no escondido do meu quarto, lá no meu lugar secreto, no íntimo, onde pessoa alguma conseguia adentrar, Ele ali estava. É fácil simplesmente “saber” que Jesus é onipresente. Difícil mesmo é se confortar com essa verdade. Afinal, do que nos adianta saber, se o que nós sabemos, muitas vezes, não penetra no nosso coração? É claro que é necessário saber e, cada vez mais, conhecer nosso pastor, sendo esse um dos caminhos indispensáveis para que Ele se torne de fato nosso melhor amigo. Entretanto, devemos fazer com que tudo aquilo que entendemos não fique restrito ao nosso cérebro, mas penetre no nosso coração.
Quanto demorei para entender que o meu coração precisava se confortar com as verdades que conheci! E Jesus, em meio às minhas bagunças, veio me dizer “ei, está tudo bem... eu estou bem pertinho!”.
Ele nos chama ao deserto para nos falar de amor, para nos tornar íntimos. Ele bagunça, tira tudo do lugar, para, enfim, colocar tudo em ordem. Uma dona de casa, para limpar seu lar, tira grande parte das coisas do lugar, para fazer com que sua casa esteja livre das sujeiras e bem organizada. E, quando damos espaço para Jesus ser o dono de nossos corações, Ele mais bagunça do que arruma no princípio, porque isso é preciso para que Ele limpe as sujeiras e preencha os vazios de amor e virtudes. Mesmo que nesses momentos não entendamos o que está havendo, e mais pareça que Ele está longe do que perto, esse Pai de Amor nos lembra que está bem aqui, dentro de nós.
Por isso, eu te digo: tome posse dessa verdade de que Jesus está, hoje, bem pertinho de você. Mesmo que você não entenda, perceba ou enxergue. Ele está aí. E está tudo bem, porque Ele é contigo. Se estiver tudo bagunçado, calma, espera. Ele está arrumando, e só trabalha com capricho (eis aí o porquê das demoras). Seja grato, converse com Ele, se encontre com Ele, fale sobre Ele e, enfim, seja íntimo d’Ele. A repetição viciosa da palavra “Ele” é proposital. Afinal, não é sobre mim, nem sobre você: é tudo sobre Ele. Assim, eu te garanto: o Bom Pastor lhe chamará e você o ouvirá, porque Ele será o dono de seu coração. Calma, espera... Ele está bem pertinho.
(Manuela Guimarães para 48janeiros)