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Às vezes a gente vai levando a vida e nem sabe para onde está indo, onde queremos chegar ou o que estamos fazendo. Isso acontece com todo mundo em algum momento, são pontos de virada, pontos onde ou encontramos nosso rumo ou nos perdemos mais ainda. Ninguém gosta de se sentir perdido. É extremamente incômodo para nós não ter controle das nossas vidas, muitas vezes pela nossa própria arrogância de acharmos que temos controle sobre alguma coisa.
Não que não seja saudável estruturarmos e planejarmos o caminho que queremos trilhar, mas em que medida estamos dispostos a colocar os planos de Deus nessa estrutura? Aliás, qual a nossa abertura para deixar que Deus seja aquele que planeje nossa vida por nós segundo os sonhos e a vontade dEle?
Parece difícil deixar nossa vontade de lado para fazer o que Ele quer, mas, irmã(o), quero te dizer uma coisa: cumprir a vontade de Deus nunca vai ser um fardo a não ser que a sua relação com Ele esteja fria ou seja desleixada. Entende que, quando Deus nos pede para mudar de vida, não é porque Ele é um tirano ou porque Ele pode tudo e simplesmente quer as coisas do jeito que quer. Não! Ele nos ama incondicionalmente e não pediria nada que fosse para o nosso mal.
Quantas pessoas deixam a caminhada porque Deus "pede muitos sacrifícios"? Irmã(o), sacrifício agradável a Deus é a livre oferta do coração. Se você acha que alguma mudança de hábito ou deixar algumas coisas de lado é um sacrifício tão grande assim, é porque não deixou que Deus moldasse seu coração e te fizesse enxergar o quanto tais coisas te afastam dEle. Estamos presos ao pecado que nos cega porque o inimigo tem ódio daqueles que se abrem para que Deus realize seu plano neles. Não a toa, a Santíssima Virgem é a pior inimiga do demônio!
Claro que, vez ou outra, Deus nos pede coisas que nos são dolorosas. Por vezes deixar a família para um matrimônio, ingressar na vida religiosa ou até mesmo ser missionário, mas precisamos confiar que Ele toma conta daqueles que amamos, e devemos ver que Ele nos confia a missão de O levar para outras pessoas, porque Ele também toma conta delas.
Que Deus nos dê a graça de crescer na intimidade e realizarmos os sonhos dEle na nossa vida!


Santo não é aquele que não cai, mas aquele que sempre levanta.
Engana-se quem acha que a santidade é algo que depende somente da nossa força de vontade e do nosso esforço para ser alcançada, que se trata simplesmente de deixar de fazer coisas erradas e pronto, estou vivendo a santidade. Antes de tudo, a santidade é a nossa vocação maior. Quer dizer que somos chamados a corresponder os sonhos de Deus enquanto O buscamos com plena abertura de coração e nos convertendo diariamente.
Durante muito tempo eu achei que a minha santidade era medida pela quantidade de missas que eu ia a cada semana, pelas horas de adoração que eu fazia ou pelos terços que eu rezava, mas, apesar de esses exercícios espirituais serem essenciais para a aproximação de Deus, eu os fazia da maneira errada. Não devemos buscar estas coisas porque pensamos ser melhores quando o fazemos, nem simplesmente porque devamos, fazendo virarem um peso, mas unicamente porque antes devemos entender uma coisa.
Devemos entender que a nossa proximidade com Deus não está nos nossos méritos. Se assim fosse, ai de nós que somos tão pequenos diante de tal grandeza do nosso Senhor. É preciso sempre lembrar que, se estamos aonde estamos, é porque alguém nos amou primeiro e quis nossa existência. De nada adianta minha fé ser grande ao ponto de mover montanhas, eu falar a multidões e elas se converterem se eu não entender que o amor, mais especificamente, o amor que Deus tem por mim é a base de tudo.
A conversão só é possível a partir do momento que eu percebo o quão miserável sou diante do Senhor e que, mesmo em sua grandeza, Ele me ama incondicionalmente e se aproxima a todo momento para me indicar o caminho. Os primeiros passos são dados quando, diante deste amor, nos decidimos a retribuí-lo agradando a Deus e nos afastando das coisas que nos afastam dEle.
Para isto, é essencial que nos despojemos de nós mesmos. E não estou falando somente de renúncias, pois estas são vazias de sentido se as fazemos pensando em nós mesmos. Esse despojamento significa enxergar o quão pequenos e falhos somos, que não conseguimos ser isentos do pecado, do erro, do engano. É necessário deixar nossas certezas de lado e confiar unicamente na misericórdia de Deus para conosco, nos entregar a esse grandioso amor e deixar que seja ele que fará suas obras em nós e nos outros. Se nos cegamos e buscamos a Deus ou às coisas de Deus porque nos sentimos melhor ou por benefício pessoal, caímos em um erro terrível que dificilmente será corrigido. Nós buscamos a Ele porque precisamos dEle para viver, porque, na nossa miséria, é a única maneira em que somos capazes de sermos gratos pelo Seu amor.
Por fim, confiando na divina misericórdia, devemos ter em mente que sempre que caímos, Deus nos olha daquele momento para frente, nunca para trás. Não significa que o pecado esteja apagado, mas que ele não tem a menor relevância diante do olhar que Deus nos lança. Ele se aproxima ainda mais de nós e nos convida a buscarmos a reconciliação sacramental para continuar caminhando.

''E se acaso não souberes em que lugar me escondi
Não busques aqui e ali, mas se me encontrar quiseres
A mim, buscar-me-ás em ti, buscar-te-ás em mim.
Sim, porque és meu aposento, és minha casa e morada''

Essa letra de Santa Teresa D'Avila, que virou canção da Ir. Kelly Patrícia, é de fato uma riqueza. Muitas vezes me questionei (ainda questiono) quem me conhece verdadeiramente. Eu tenho bons amigos, tenho meus pais, minha mãe sabe me ler de um modo que nem eu sei, tenho meus irmãos comunitários... mas a realidade é que ninguém me conhece tão bem quanto eu!
Você pensou que eu responderia Deus, calma aí. Já chegamos lá.
O que não falta em livrarias hoje são livros de autoajuda, as prateleiras estão abarrotadas de páginas que nos mostram ''os caminhos para se conhecer''. Talvez ajudem? Sim, mas nada vai nos dizer quem realmente somos além de nós mesmos.
E qual a importância de se conhecer? O mundo de hoje nos arrasta para que sejamos tudo, menos a nossa essência original. Quantas são as pessoas que sofrem pelos comentários alheios? Quantos de nós age de acordo com as normas e modas ditadas pelo comum? Quantas vezes nossa autoestima, nossa personalidade, nossa dignidade é ferida por um mundo que se preocupa em modelar e manipular as pessoas? Tudo isso é gerado pela distância que temos de nós mesmos. Não nos conhecemos, não sabemos quem somos.
Permitam-me uma breve exposição: Minha adolescência foi marcada por eu sempre ter dependências afetivas. Em relação a amizades, familiares e claro, relacionamentos amorosos. E quanto mais eu tentava me aproximar das pessoas, de um modo nada saudável, criando sempre expectativas frustradas de que elas me completassem e pensando no que elas pensariam de mim, mais eu acabava criando um abismo entre eu e eu. Com o tempo, com as feridinhas criadas no meu coração, e até hoje neste processo de cura eu fui percebendo: Por mais que eu esteja com outras pessoas, e que elas me ''conheçam'', ninguém de fato vai me conhecer. Uns dias atrás eu me queixava de ser fechada e restrita aos outros, mas percebi que isso é da minha personalidade. Eu devo melhorar? Sim! Eu sei o quanto dói em quem eu amo, e me ama, eu ser esse pote fechado. Mas compreendi que quem realmente me ama vai esperar o tempo certo para que eu revele o meu interior, e não vai ficar forçando abrir. Forçar abrir um pote muito fechado, já sabemos: É difícil e fere a mão que é uma beleza.
Isso eu só pude compreender com esse negócio de autoconhecimento. E Deus? Deus não me conhece? Cara, Deus é quem mais me conhece! Mais do que eu! Ele tem sido o Paciente #1 durante esses 19 anos de pote fechado. Ele não força, Ele vai sempre esperando que eu me abra a Ele. Quando eu entendi isso eu pude ver que por mais que muitos me amem, e eu os ame, ninguém é tão acolhedor e respeita quem eu sou como Jesus. Aceita essas minhas dificuldades, desafios e sempre espera, sem forçar, que eu me revele a Ele. O mais lindo ainda: quanto mais O conheço, mais me conheço. Como a música citada no início: ''buscar-te-ás em Mim''. Não é à toa que é de Santa Teresa D'Avila: Ela acreditava fielmente que conhecendo a si, conheceria a Deus. E qual o melhor caminho para isto? Claramente, a vida de oração.
Esqueça os livros, as palestras. Foque no silêncio, na calmaria. No chão do seu quarto. No banco na frente do Santíssimo. É só você e Deus.
Que você se sinta chamado a abraçar esta jornada de autoconhecimento e que Deus te ajude neste caminho. Paz e bem!