Chega uma hora


Chega uma hora da vida em que nós já não queremos atualizar o status do Facebook ou provar para o mundo o quão felizes estamos juntos. Não queremos declarações gigantescas, presentes inesperados ou um buquê de rosas para postar no Instagram. Não que isso não seja bom, pelo contrário. Mas é que chega uma hora em que isso tudo já é raso demais para aquilo que a gente almeja.
Trocamos as declarações para o mundo todo ouvir por alguma coisa baixinha na beira do ouvido. As borboletas no estomago por uma certeza de que ele vai estar ali no fim do dia. Abrimos mão de toda a produção, a maquiagem, as roupas chamativas por um pijama quentinho e um coque desarrumado. Uma companhia para um filme em casa, para uma consulta ao oftalmologista, para um churrasco de família, uma mão amiga para ajudar no TCC.
Chega uma hora em que tudo o que queremos é uma presença certa. Facilmente trocamos o jantar fora por uma parceria na cozinha em busca de algo que dê para comer, um abraço quentinho e aquele sentimento familiar que faz com que seja impossível imaginar como seria a vida sem ele.
Chega uma hora da vida em que você já não quer mais holofotes, fãs, palmas. Só aquele que você tem a certeza que vai estar do seu lado quando pegar aquele resfriado, quando o dia estiver ruim e a vida parecer um tanto mais pesada do que antes. Alguém para te acompanhar nas suas aventuras mas também nos momentos em que a coragem já não faz parte da rotina. Alguém que entenda as suas dores, por mais idiotas que elas pareçam. Alguém para te avisar que aquela não é uma escolha tão boa assim, mas entender se você resolver tomá-la do mesmo jeito. Alguém para rir das suas piadas internas num jantar com os amigos onde ninguém mais entende qual é a graça, o que faz com que seja ainda mais engraçado. Alguém para te ajudar no violão, nas compras do mês e, consequentemente, na vida.
Chega uma hora em que a gente só quer um pouquinho de conforto, abre mão da agitação para deixar alguém se aconchegar aqui dentro. E, na minha opinião, essa é a melhor das horas que a gente pode ter.

4 on 4: luz

Oi, gente!
Como vocês sabem, eu estou participando de um projeto fotográfico com a Allie, a Isabelle e a Natália. O tema desse mês é luz. Se quiserem conferir o do mês passado, é só clicar aqui.
Fui
 com alguns amigos a um parque da minha cidade dia desses só para passarmos um tempo juntos, mas consequentemente a ocasião rendeu algumas fotos. 


A segunda foto é o 14 bis, avião de Santos Dumont. Na primeira, quarta e quinta foto está a Diana, a mesma amiga que participou aqui no primeiro mês. Além de ser colaboradora no blog Starbooks, ela também tem um feed no Instagram. Na quarta foto também está o Erick, outro amigo. A terceira sou só eu sendo fofinha hahahaha
A qualidade não ficou tão boa porque já estava escuro, mas de qualquer forma, eu espero que tenham gostado. Beijos!

Último vídeo:

Isso ainda vai ser cheio de você


Ultimamente eu estou sem inspiração para nada. Mal consigo produzir algo do qual eu realmente me orgulhe. Eu ando tão quieta, num ritmo tão silencioso. E, por partes, isso é bom. Consigo olhar mais para dentro de mim nesse novo clima (ou talvez nem seja tão novo assim).
Mas é que, quando penso em você, mesmo que seja algo aleatório, me dá vontade de voltar a escrever. Escrever, talvez, sobre esse seu jeito tão suave ou sobre a sensação deliciosa de quando está por perto.
Digo isso embora não tenha a segurança de que você vai ficar. Não poderia me garantir expectativas com tantas chances de sair machucada. Mas, sabe, eu queria tanto escrever sobre você. Escrever sobre tudo e sobre nada, porque eu mal o conheço direito. Mal sei quem você é. Mas, ainda assim, me passa um ar de calmaria. Ar daqueles que eu ligeiramente perco quando te vejo por aí, porque eu aceitando ou não, meu coração se ilude quando ouve falar no seu nome.
Não que eu precise de você ou algo do gênero. Eu sei que não. Já estou há tanto tempo sozinha recusando os amores que batem à minha porta. E eu vivo tão bem assim. Uma barra de chocolate consegue trazer mais felicidade do que todos eles juntos. Mas, talvez, com você seja diferente.
Talvez porque quando te vi chegar, a primeira coisa que passou pela minha cabeça é que poderia ser você. As probabilidades devem ser pequenas, mas a ideia ainda não saiu da minha cabeça. E sei que talvez com você possa ser diferente. Caso, é claro, seja alguma coisa.
Eu queria tanto escrever sobre você, mas infelizmente ainda não tem o que ser escrito. Ainda não rimos até a barriga doer ou comemos alguma coisa em uma lanchonete barata. Não contamos nossos segredos ou partilhamos nossos sonhos. Não sabemos nossos nomes completos e eu não faço a mínima ideia do dia em que você nasceu. Mas eu queria tanto escrever sobre você, garoto. Queria tanto que, sem perceber, escrevi.
Nota do futuro:
Você descobriu o dia em que ele nasceu e o seu nome completo. Mas isso não significa muita coisa, porque ele realmente não ficou. Você não ficou também. Mas as coisas estão bem melhores agora, acredite.
Último vídeo:

A minha alma dança

Foto da querida Nicole, da página Cartas Ao Espírito
Caminho em Sua direção
mantendo o percurso reto
e o olhar
focado em Ti.
Mas, em certa hora,
ouço uma voz
procuro-a
e gradativamente sinto
meus pés mudarem a direção.
O peso de minhas obrigações
parece se esvair
e em seu lugar adentra
uma estranha sensação de liberdade.
Exploro novos caminhos
sacio meus caprichos
busco novas coisas
mudo o meu antigo alvo.
Mas, após certo tempo,
começo a sentir o vazio
da minha existência
e quando me lembro de Ti
vejo também meu coração.
Não me acompanhaste
em minhas escolhas,
coração?
Vou buscar-te
mas, no caminho,
foge ao meu alcance
e se achega ainda mais a Ele.
Hesito, mas percebo,
não é só o coração
são todas minhas células
clamando por Aquele
que as criou.
Não sejam eufóricas, células
assim me deixam confusa,
perdida
e me amarro
com medo de ser rendida.
Mas chega uma hora que não dá
não consigo controlar
a onda que toma meu corpo
e me faz caminhar.
Um só passo e
quando percebo
todo o meu corpo corre
desesperado
ao encontro do meu Senhor.
E então os corpos se encontram
e dançam
num perfeito ritmo
numa comunhão de amor.
Último vídeo:

4 on 4: Um dia na minha vida

Olá, queridos. Como vocês vão?
Recentemente iniciamos o projeto 4 on 4, um projeto fotográfico envolvendo quatro blogueiras: eu, a Allie, a Isabelle e a Natália. O primeiro tema mensal sorteado foi Um dia na minha vida.
Pra isso, eu tirei um diazinho e fui num parque aqui da minha cidade, chamado Vicentina Aranha, e tirei algumas fotos com uma amiga, a Diana que é colaboradora no blog Starbooks.
Uma das melhores coisas da vida é sentar num lugarzinho tranquilo com um bom livro. Isso é algo que o parque nos proporciona, já que ele é bem grande e - pasmem - tem uma biblioteca!
 Também existem algumas "malas" espalhadas pelo parque onde as pessoas deixam livros que já leram e podem trocar pelos livros que outras pessoas deixaram. Eu achei a ideia maravilhosa - ainda mais por funcionar no Brasil, que a gente sabe como é. Assim que vi a primeira mala, obriguei a Diana a posar pra essa foto aí. <3
 O parque, no século passado, era na verdade um Sanatório para pessoas com tuberculose. Na minha concepção de quem não entende nada do assunto, deve ser pelo ambiente bastante úmido do parque, que provavelmente ajudava no tratamento da doença. As construções são muito interessantes e bonitas, principalmente pelo ar de desgaste delas. Não consegui deixar de tirar uma fotografia.
 O parque é cheio de árvores e alguns animais. É realmente muito bonito tirar um tempo pra dar uma observada cuidadosa em tudo.
Com essa menininha sorridente eu encerro o nosso primeiro 4 on 4. O ideal seria postar apenas quatro fotos, mas não resisti.
E, caso ainda não tenham visto o vídeo dessa semana, olha ele aí:

Espero que tenham gostado. Tchau!
 
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